Espetacular!
Muito obrigada por esse presente!
Umas das melhores viagens da minha vida !!!!
Imagina um lugar onde o principal atrativo é comer e beber MUITO bem e passear por plantações com vista para a cordilheira nevada. Imaginou? Isso é só um pouquinho do que é estar em Mendoza.
Um lugar que te proporciona muito aprendizado sobre os processos de produção de vinho, onde você poderá experimentar alguns vinhos super premiados no mercado internacional, conhecer desde pequenos e familiares produtores até super modernas fábricas com arquiteturas de cair o queixo.
Bodega Ruca Malen | Foto: Mari Veronez
Geralmente o dia começa com a primeira visita à vinícola por volta de 9h30. O recomendado é se fazer até no máximo 3 vinícolas por dia. Foi o que eu fiz, mas confesso que achei muito. Acho que duas visitas por dia seria o ideal.
Dica: deixe a vinícola que você vai almoçar por último, pois será quase impossível degustar mais vinhos e fazer mais visita após comer.
Além da parte gastronômica, Mendoza também oferece passeios de aventura para quem curte. Tem rafting, trekking, cavalgada e até mesmo ski.

Passeios a cavalo pelas vinícolas | Foto: Mari Veronez
O LUGAR
Mendoza é a cidade capital da província de Mendoza, que fica na região centro-oeste da Argentina, bem grudadinha no Chile e do lado leste da Cordilheira dos Andes. A cidade é muito mais perto de Santiago do Chile (400km) que da capital argentina Buenos Aires. Então uma ótima dica é (se você tiver tempo) fazer uma dobradinha de Santiago e Mendoza na mesma viagem.
A província tem aproximadamente 1.800.000 habitantes e é uma das mais ricas da Argentina. A principal fonte econômica vem, por incrível que pareça, do petróleo. A segunda maior vem da produção de vinho. Mendoza produz 80% do vinho Argentino e é tida como uma das capitais mundiais do Malbec, pois tem o clima ideal para essa uva. Mas hoje já produz (muito bem) outros tipo de vinho. O turismo (principalmente de brasileiros) também é de suma importância para a economia local e gera muitos empregos.
Que moeda levar para Mendoza?
A moeda argentina é o peso, mas não vale a pena trocar real por peso ainda no Brasil. Aqui paga-se muito menos no peso do que fazer a conversão lá no próprio país.
Agora quando fui, o dólar deu uma disparada, mas mesmo assim eu fiz uma comparação e valeu mais a pena levar dólar para trocar por pesos do que reais.
Cotação: claro que isso muda a todo instante, mas quando fui, R$1 (um real) valia 7,20 pesos. Enquanto U$1 (um dólar) valia 35 pesos.
Sendo assim, veja a comparação:
R$100 = 720 pesos (caso eu trocasse direto de real para peso na cotação do dia, que era 7,20 pesos)
R$100 = U$24,39 (comprei o dólar a R$4,10) | U$24,39 = 853 pesos (cotação de U$1 = 35 pesos)
Recomendo que, antes de ir, procure a cotação das casas de câmbio do local e veja quanto estão pagando no real, no dólar e no euro. Faça a mesma conta e entenda que moeda vale mais a pena levar.
QUANDO IR

Dia de neve em Mendoza | Foto: Mari Veronez
Mendoza é daqueles lugares que você pode ir em qualquer época do ano. O clima é árido e as estações são muito bem marcadas, com grandes variações de temperatura. Chuva é coisa rara por esses lados, o que torna a umidade do ar baixíssima.
Assim como o Brasil, Mendoza fica no hemisfério sul, portanto o verão é entre dezembro e março e inverno entre junho e setembro. Como Mendoza fica em uma região desértica, a chance das chuvas atrapalharem sua viagem é muito pequena em qualquer época do ano.
Primavera – de setembro a dezembro:
Temperaturas agradáveis, boa época para conhecer Mendoza. Porém os meses de novembro e dezembro já estão ficando bem quentes. Nessa época é possível pagar menos por estar “fora” de temporada.
Verão – de dezembro a março:
Super calor, com temperaturas que podem passar de 40ºC. Para quem não curte esse calorão, é bom evitar o verão. Porém em fevereiro e março já está começando a ficar mais ameno. Nesses meses, já se pode ver as parreiras carregadas e também é ótimo para curtir os passeios de aventura oferecidos na região, como o rafting no rio Mendoza. Apesar de chover pouco, essa é a estação que concentra o maior índice de chuvas do ano.
Outono – de março a junho:
Temperaturas super agradáveis e considerado, por muitos moradores que conversei, a melhor estação do ano em Mendoza. Assim como a primavera, geralmente nessa época se encontra os melhores preços para hospedagem.
Inverno – de junho a setembro:
Foi a estação que viajei. Peguei bastante frio e até temperatura negativa (-1ºC), mas achei uma delícia conhecer Mendoza no inverno, curtir seu friozinho, ver as ruas nevadas… Combina demais com um vinhozinho, né? A parte ruim é que nessa época as parreiras estão com aparências de secas, sem nenhum fruto. Alguns passeios também se tornam inviáveis, pois está frio demais para se molhar nas águas do rio fazendo rafting, por exemplo.
Quem gosta de esquiar, é ótimo pois pode combinar Mendoza com alguma estação próxima, como Las Leñas, que fica no sul da própria província, Portillo (no Chile) ou até mesmo estações mais próximas de Santiago (Chile).
Na opinião dos moradores que conversei, os melhores meses para conhecer Mendoza são março e abril, quando as parreiras estão super carregadas e lindas e acontecem muitas festas na região em agradecimento à colheita. A maior das festas se chama Vendimia, que atrai muitos turistas e acontece no primeiro sábado de março. Evite essa data se você não quer ver o lugar abarrotado de gente (rs).
TRANSPORTE
COMO CHEGAR EM MENDOZA
Avião é a melhor forma de se chegar. Hoje a Gol faz voos diretos de SP a Mendoza toda quinta e domingo. A Latam também oferece voos diretos de SP a Mendoza, porém às terças, sextas e domingos.
Por conta do número limitado de voos diretos, o mais comum é chegar em Mendoza fazendo uma escala em Buenos Aires ou em Santiago.
Tempos aproximados de voo:
SP -> Buenos Aires: 3 horas | SP -> Santiago: 4 horas
Buenos Aires -> Mendoza: 1 hora e 20 minutos | Santiago -> Mendoza: 50 minutos
O aeroporto de Mendoza é pequenininho, mas super bem estruturado. Do lado de fora, tem uma linda plantação de uvas que serve como uma amostra do que os visitantes encontrarão na região. Do aeroporto até a cidade, são apenas 15 minutinhos de carro e um táxi custa em torno de 200 pesos.
Vista aérea de Mendoza | Foto: Mari Veronez
Para quem vai de Santiago, a via terrestre também é uma opção. São aproximadamente 5 horas de viagem e é possível ir de carro, ônibus ou fazer transfer com empresas de turismo. Pelo que eu li, a viagem de carro exige um certo cuidado por conta das enormes curvas na estrada. E no inverno, parte da estrada pode fechar por conta da quantidade de neve.
Pesquise aqui o voo mais barato para Mendoza:
LOCOMOÇÃO
Mendoza é uma província grande e para conhecer as 3 regiões principais da rota do vinho (Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco), o transporte público não funciona bem e irá fazer você perder um tempo precioso. Dito isso, vamos às opções:
Aluguel de carro:
Vai ser mais barato que um carro com motorista, vai te dar uma ótima liberdade e mobilidade. Porém “se beber não dirija”, então vai sempre precisar de um motorista da rodada que vai visitar vinícolas e não poderá fazer degustação. Por isso, na minha opinião, não é a opção mais recomendada.
Se ainda assim, desejar alugar um carro, alugue pela Rentalcars, que vai pesquisar todas as locadoras e te mostrar o menor preço.
Carro com motorista:
Essa é a melhor opção da vida em Mendoza. Você contrata um carro com motorista que vai ficar à sua disposição durante o dia e você paga um valor fechado por diária. Além disso, todas as vinícolas precisam de reserva prévia para receber visitantes. E o próprio motorista contratado cuida de fazer essas reservas para você.
De todos os que eu pesquisei, acabei fechando com o Javier, pois ele tinha o melhor preço. E fiquei totalmente impressionada com a qualidade do serviço que ele presta. Eu o recomendo de olhos fechados. A empresa se chama Mendoza para Brasileños. O Javier é um querido e se tornou um amigo durante nossa viagem. Além do Javier, conheci mais dois motoristas que trabalham com ele: Marcelo e Alejandro. Todos têm carros novos, dirigem super bem, prestam um serviço super diferenciado e personalizado. Até minhas reservas de jantar na cidade o Javier fazia. Estava sempre disponível para ajudar a qualquer momento.
Javier Whatsapp: +54 9 261 643-0214
Perfil da empresa no Facebook: aqui
Passeio compartilhado:
Se você quer economizar e não faz questão de selecionar a dedo as vinícolas que gostaria de conhecer, uma opção pode ser fazer passeios compartilhados oferecidos por algumas empresas de turismo. Aqui você segue um roteiro já estipulado e fica nas bodegas por um tempo pré-determinado. Uma das principais empresas que oferece esse serviço é a Mendoza Holidays.
Bike:
O preço do aluguel das bikes é de aproximadamente 100 ARS (pesos) e visitar as bodegas de bicicleta, além de ser um passeio super agradável e ao ar livre, é uma ótima chance de economizar. A melhor região para fazer essas visitas pedalando é Maipú, pois a distância entre as bodegas é menor. Por lá você encontra vários lugares alugando bike.
Para ir da cidade até Maipú, você pode pegar um ônibus coletivo – se quiser super economizar – ou então pegar um táxi. Uma boa dica que li em um blog é que você vá primeiro até o Centro de Informações Turísticas (em Maipú) e pegue um mapa para marcar quais bodegas vai visitar e, assim, definir sua rota.
Eu acabei fazendo passeio de Bike apenas em Valle de Uco, pois o meu hotel (Casa de Uco) disponibilizava bicicletas gratuitamente. Eu usei para passear pelas plantações do próprio hotel (que é giganteeee) e ir até a bodega da propriedade. Foi um passeio maravilhoso!

Passeio de bike no Casa de Uco | Foto: Mari Veronez
Ônibus Hop on/Hop Off ‘Bus Vitivinícola’:
Esse é um sistema de ônibus Hop on/Hop off, onde o passageiro pode descer na parada que deseja e depois voltar para o ônibus e continuar o passeio. Ele sai 6 dias na semana, cada dia em uma rota diferente de vinhos. O passageiro pode escolher entre passeios do dia inteiro ou de meio dia.
O preço vai de 700ARS (pesos) a 1.200ARS (pesos) por pessoa. Em cada uma dessas rotas, o ônibus passa 4 vezes nas vinícolas que têm acordo, em horários pré determinados, assim o visitante pode escolher em que horário vai embora.
Abaixo os circuitos e bodegas cobertos por esse sistema de transporte.
– Circuito Camino del Vino El Río: Ruca Malen, Cruzat, Melipal, Renacer e Norton.
– Circuito Camino del Vino Lujan Sur: Chandon, Tapiz, Susana Balbo Wines, Séptima, Casarena e Terrazas de Los Andes.
– Circuito Camino del Vino Maipú: Trivento, Frutta Roja Gourmet, Bodega Tempus Alba, Bodega Trapiche e Bodega La Rural – Museo del Vino.
– Circuito Camino del Vino El Sol: Casa Vigil, Olivícola Laur, Dante Robino, A 16, Vistalba e Tierras Altas.
– Circuito Camino Valle de Uco: Salentein, Casa Petrini e Andeluna.
Mais informações no site da empresa: busvitivinicola.com
O QUE FAZER
Visitas e degustações em vinícolas:
Bodega El Enemigo | Foto: Mari Veronez
Essa é a principal atividade turística de quem vem à Mendoza. Pasmem: são mais de mil vinícolas na região. E aproximadamente metade delas é aberta à visitação.
O máximo recomendado é fazer 3 vinícolas por dia, mas achei até muito. Duas acho que é um bom número. Como são tanta vinícolas, escolher as que prefere conhecer é uma tarefa dura. Aqui embaixo, em “nosso roteiro”, eu coloco as minhas escolhidas. Procurei por vinícolas menos “comerciais” e mais exclusivas, com algumas exceções.
Uma informação super relevante em relação às vinícolas de Mendoza: não é possível simplesmente aparecer para uma visita sem agendamento prévio. Você precisa reservar antes. E as vinícolas mais famosas acabam ficando “esgotadas” muito rápido, então recomendo que reserve com certa antecedência.
Programas gastronômicos:
Restaurante da Bodega Trapiche | Foto: Mari Veronez
Seja almoço nas vinícolas, jantares na cidade, pizzarias, helados (sorvetes argentinos) ou bares, os programas gastronômicos são intensos em Mendoza, que proporciona uma culinária de altíssimo nível. Prepare-se para comer muito bem o dia inteiro.
Alto da montanha:

Cerro Aconcagua ao fundo | Foto: Mari Veronez
O Aconcágua é o segundo maior pico do mundo (o maior da América do Sul) e fica na Província de Mendoza. Em um passeio de um dia inteiro, é possível ir até o Parque Provincial Aconcagua e fazer uma trilha até um mirante bem pertinho do pico.
Preço de entrada no Parque: AR40 por pessoa. (Valor referência de setembro/2018. O preço da entrada pode sofrer alterações)
Eu fui até o Aconcágua com a própria empresa do Javier, que fez os meus tours personalizados nas vinícolas. Foi ótimo, pois fizemos no nosso tempo e as paradas que gostaríamos. Super recomendo. Para quem deseja economizar, é possível fazer tour compartilhado com empresas de turismo.
Uma atenção: alguns desses tours fazem apenas uma parada rápida para foto fora do Parque Aconcágua, sem incluir a trilha de 2km que é INCRÍVEL.
Esquiar:
Essa é mais uma atividade que pode ser feita na Província de Mendoza. Existe a estação de Los Penitentes, que fica bem pertinho do Parque Provincial Aconcagua. Porém não é todos os anos que tem neve suficiente para fazer a estação abrir. Na parte sul da província existe a famosa estação Las Leñas. Possui pistas de muita qualidade, porém fica a 4 horas e meia da cidade de Mendoza.
San Rafael:
Uma cidade linda que fica no sul da província de Mendoza. Existem passeios que fazem um bate-volta de um dia. Porém eu acho que deve ser bem cansativo e pouco se pode conhecer e aproveitar do lugar, pois é longe. Por isso, se tiver uns 2 ou 3 dias livres, pode combinar Las Leñas com San Rafael, já que ficam na mesma direção. Ou mesmo ir somente a San Rafael, que é lindo.
Cassino:
Está longe de ser o programa de destaque de Mendoza, mas para os amantes, e até mesmo para aqueles que só querem brincar um pouquinho, existem bons cassinos tanto na cidade quanto em outros pontos da província.
RESTAURANTE
Vocês já sabem que Mendoza é um lugar para comer MUITO BEM! Existem excelentes restaurantes premiados, com estrela Michelin, de chefe argentino famoso e até restaurantes menores que oferecem uma comida incrível.
Aqui embaixo vai a minha lista de recomendação. Ahh, aproveite que está na Argentina para comer duas comidas típicas: a empanada e o sorrentino. Hmmmm!
Empanadas | Foto: Mari Veronez
- Ruca Malen – restaurante recomendado pelo Guia Michelin e fica na bodega de mesmo nome.
- Trapiche – tem o mesmo chef do Ruca Malen e também é recomendado pelo Guia Michelin. Entre os dois, esse foi meu favorito.
- Andeluna – fica na vinícola de mesmo nome.
- Casa de Uco – restaurante do hotel onde me hospedei. Achei a comida deles INCRÍVEL.
- Dominio Del Plata – fica na Bodega Suzana Balbo.
- 1884 – do famoso chef argentino Francis Mallmann
- Azafrán – considerado um dos melhores restaurantes da cidade de Mendoza.
- Orégano – Pizzaria na cidade também de Francis Mallmann. Não posso dizer sobre a comida, pois ainda na fila de espera tive um PÉSSIMO atendimento e desisti de esperar por isso. Mas dizem que a pizza é ótima.
- Francesco – restaurante de culinária italiana na cidade de Mendoza.
- Maria Antonieta – fica na cidade. Além de restaurante, também funciona como café de manhã.
- Anna Bistro – fica na cidade.
- Casa Vigil – fica na bodega El Enemigo e também é recomendado pelo Guia Michelin.
- Heladeria Famiglia Perin – sorveteria familiar na cidade de Mendoza.
Ruca Malen | Foto: Mari Veronez

Sorvete Famiglia Perin | Foto: Mari Veronez
Bodega Trapiche | Foto: Mari Veronez
HOSPEDAGEM
Dica de hotel em Mendoza
O que a grande maioria dos turistas faz é se hospedar na Cidade de Mendoza mesmo. E dali organizam os passeios para as diferentes rotas de vinho da Província.
Mas ficar hospedado na área rural, em alguma vinícola, tem seu valor e seu charme. O problema é que isso acaba dificultando um pouco seu acesso à diferentes restaurantes, lojas e até mesmo à outras regiões produtoras de vinho.
O que eu fiz, e que recomendo a todos que puderem, foi combinar a hospedagem na cidade com a hospedagem na área rural. Valeu super e elevou a experiência da viagem a outro nível.
Para quem vai ficar na cidade, a melhor região para se hospedar é nas redondezas da praça da independência. Por ali é possível fazer tudo a pé e encontrar os melhores restaurantes da cidade.
Minha hospedagem ficou dividida da seguinte forma:
Dia 1: dia em Luján de Cuyo e pernoite em Maipú (que não fica muito longe). Hotel Club Tapis.
Dia 2: dia em Maipú (onde pernoitei) e tarde/pernoite em Valle de Uco. Hotel Casa de Uco.
Dia 3: dia em Valle de Uco (onde pernoitei) e pernoite na cidade de Mendoza. Hotel Park Hyatt.
Dia 4: dia inteiro de passeio no Aconcágua e pernoite na cidade de Mendoza. Hotel Park Hyatt.
Dia 5: dia livre na cidade de Mendoza (onde pernoitei) e a noite, voltei para o Brasil.
Hotel na região de Maipú e foi um dos meus escolhidos para uma experiência de dormir nos vinhedos. Eu adorei esse hotel. Das regiões do vinho, Maipú é a mais próxima da cidade e também de Lujan de Cuyo, então acabou casando bem com a minha logística.

Plantações do Club Tapis | Foto: Booking
O Hotel é um casarão de fazenda super antigo e conservado, com decoração rústica porém muito aconchegante. Já foi casa do antigo governador de Mendoza e hoje abriga apenas 7 charmosas suítes, um restaurante e uma área de lazer com vista para a plantação.

Área de lazer do Club Tapis – praticamente “dentro” do vinhedo | Foto: Booking
O hotel oferece degustação de vinho gratuita para os hóspedes na parte da noite. E o restaurante desse lugar é até difícil de explicar, de tão delicioso que é. Tanto para almoço e jantar quanto o café da manhã. Tudo super fresquinho, feito com produtos orgânicos de plantação própria. Eu recomendo muito mesmo que seja para uma noite, pois é muito diferente de ficar hospedado na cidade de Mendoza.
Pôr do sol no Club Tapis | Foto: Mari Veronez

Hotel Casa de Uco | Foto: Mari Veronez
Esse hotel é FABULOSO! Uma atração à parte. Fica na região de Valle de Uco – a mais afastada da cidade de Mendoza, mas a que tem (na minha opinião) as vinícolas mais bonitas e as melhores vistas da pré-cordilheira.
O Casa de Uco é um hotel e vinícola bem jovem. O seu dono é um arquiteto e muito a isso deve-se o fato do espaço ter um projeto arquitetônico super moderno e incrível. É um hotel super luxuoso, refinado, mas sobretudo ligado à sustentabilidade desde os mínimos detalhes.

Casa de Uco | Foto: Booking

Casa de Uco | Foto: Booking
Fiquei no quarto da categoria Suíte Laguna. Todos esses quartos tem uma vista INCRÍVEL para uma lagoa de onde pode-se ver o sol nascer e muitos patinhos. Os quartos térreos têm um terraço maior e “acesso livre” à lagoa. Já os do segundo andar tem uma varanda de área menor, mas com uma vista mais panorâmica dos vinhedos. Apenas alguns quartos da categoria oferecem banheira fora do toalete, com vista para a plantação.

Nascer do sol na nossa varanda | Foto: Mari Veronez

Laguna Suite Casa de Uco | Foto: Booking
Varanda do nosso quarto com acesso à lagoa | Foto: Mari Veronez
Eles também oferecem bicicleta gratuita para hóspedes. As plantações da propriedade são gigantes e um passeio de bike por lá é mais do que agradável.
A piscina é fenomenal, com uma vista incrível para vinhedos, lago e montanha nevada. A única coisa a desejar é que não é aquecida, então a água é muito fria. O hotel disse que está pesquisando uma maneira sustentável para começar a aquecê-la. De qualquer forma, dentro da piscina tem uma jacuzzi MARA de água bem quentinha! <3

Piscina da Casa de Uco | Foto: Mari Veronez
Além disso, você pode andar à cavalo, conhecer a bodega e fazer degustação de vinho, tudo incluído no valor da diária. Eles também presenteiam os hóspedes com uma garrafa de vinho e todas as bebidas não alcóolicas do frigobar são cortesia.

Conhecendo o Pancho antes do passeio delícia | Foto: Mari Veronez

Esse é considerado o melhor hotel da cidade de Mendoza. Fica bem em frente a Praça da Independência, que é um ponto bem central, de onde é possível fazer tudo a pé.
Fiquei no quarto da categoria “vista para a montanha”. Achei o quarto com tamanho gigante. O banheiro também era enorme. O hotel oferece um spa super delícia e uma piscina ao ar livre aquecida, então eu consegui curtir até com o tempo super frio que estava fazendo.

Piscininha aquecida do Park Hyatt | Foto: Mari Veronez
Além disso, o hotel tem mais de um restaurante e um cassino enorme. Eu gostei bastante de ter me hospedado no Park Hyatt. A única crítica é que o café da manhã era pago à parte e o valor era super alto. Achei que não valia a pena. Aproveitei isso para conhecer cafés diferentes e deliciosos da redondeza.

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NOSSO ROTEIRO:
Dia 1:
Chegamos em Mendoza às 9h e fomos direto do aeroporto fazer a rota de Luján de Cuyo.
- Bodega Chandon: foi a primeira que fomos logo de manhã.
- Bodega Pulenta: visitamos no final da manhã/início da tarde.
- Bodega Ruca Malen: foi nossa escolhida para o almoço com harmonização de seus vinhos.
- Tarde e Pernoite: Club Tapis Hotel – que fica na região de Maipú (não é muito longe).
Bodega Chandon | Foto: Mari Veronez
Bodega Chandon | Foto: Mari Veronez
Bodega Chandon | Foto: Mari Veronez
Dia 2:
Acordamos em Maipú e fizemos 3 vinícolas e 1 olivícola da região:
- Bodega El Enemigo: por volta de 10h.
- Bodega CarinaE: por volta de 12h.
- Olivícola Laur: fica exatamente em frente à CarinaE e fizemos uma visita rápida para degustar azeites e comprar alguns produtos.
- Bodega Trapiche: foi a escolhida para o almoço com harmonização dos vinhos.
- Tarde e Pernoite: Casa de Uco Vineyards and Wine Resort – fica na região do Valle do Uco, que é a mais afastado e mais bonita. Por isso escolhemos passar um noite por lá.
Bodega Trapiche | Foto: Mari Veronez
Dia 3:
Curtimos toda a manhã e início da tarde no hotel Casa de Uco. Com direito a passeio a cavalo, bicicleta e visita e degustação da vinícola própria do hotel.
- Bodega Domaine Bousquet: fomos para o almoço harmonizado com os vinhos orgânicos da bodega.
- Bodega Andeluna: fizemos uma visita rápida no fim da tarde para conhecer apenas a propriedade, que é linda.
- Tarde e Pernoite: Park Hyatt Mendoza – depois do Valle de Uco fomos para a Cidade de Mendoza.

Restaurante da Bodega Andeluna | Mendoza
Dia 4:
- Passeio de um dia inteiro para o alto da montanha: trilha até o mirante e lagoa dentro do parque do Cerro Aconcágua. Paradas na Ponte del Inca, Uspallata e Potrerillos.

Dentro do Parque | Foto: Mari Veronez

Lagoa Horcones congelada | Foto: Mari Veronez

Cerro Aconcagua ao fundo | Foto: Mari Veronez
Bodegas que eu gostaria de ter conhecido:
- Salentein (Valle de Uco)
- Tierras Altas (Luján de Cuyo)
- Clos de los Siete – (Valle de Uco)
Aluguel de Carro:
Alugue seu carro mais barato pela RentalCars. O site faz a busca de várias locadoras de veículo, comparando preços oferecidos. Pela minha experiência, os preços são realmente menores pela internet do que alugando presencialmente na própria locadora, então vale a pena. E alugando nesse link, o blog ganha uma simbólica comissão, mas você não paga nada a mais.
Seguro Saúde:
Item indispensável no planejamento de uma viagem. É daquelas coisas que a gente espera nunca precisar usar, mas que tem que ter “just in case”. Fiz uma parceria com a Real Seguros porque sempre uso e funciona super bem. Eles comparam o preço das seguradoras, assim você escolhe o melhor seguro de acordo com suas necessidades e eles enviam a apólice super rapidinho. Se você reservar o seu seguro aqui, o blog também ganha uma simbólica comissão e você paga o mesmo valor.
Espero com esse post poder ajudar quem tem a difícil tarefa de escolher quais vinícolas vai visitar em Mendoza. E se você já conheceu o lugar e tem dicas diferentes para dar, só deixar nos comentário abaixo.
🙂
Beijinhos,
Mari Veronez

Regina
Em 22.09.2018